Marcelino Garrotes

Nome do Pai: 

Francisco Martins Garrotes

Nome da Mãe: 

Catarina Martins

Data de Nascimento: 
1869-03-04
Local do Registo: 
Amareleja
Distrito / Pais (se for estrangeiro): 
Beja
Concelho: 
Moura
Freguesia: 
Amareleja
Estado Civil: 
Casado
Nome do Cônjuge: 

Catarina Maria

Data de Falecimento: 
1915-12-10
Local de Falecimento: 
Hospital Civil de Mourão
Informação Pessoal: 

Biografia

Empresa: 
Guarda Fiscal
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Profissão / Categoria: 
Guarda Fiscal
Notas adicionais: 

Sinais característicos
Altura: 1 metro e 62 mil[ímetros]. Olhos: azuis. Nariz: regular. Boca: regular. Cabelos: castanhos. Barba: [em branco]. Rosto: comprido. Cor: trigueira.

Biografia
Filho de Francisco Martins Garrotes e de Catarina Maria, nasceu na Amareleja (concelho de Moura, distrito de Beja) a 4 de Março de 1869. Era solteiro e ganhava a vida como jornaleiro — trabalhador rural à jorna —, ocupação típica do Alentejo da época. Sabia ler e escrever, o que à data não era comum entre os jornaleiros, e os registos descrevem-no como homem de estatura média (1,62 m), olhos azuis, cabelos castanhos, rosto comprido e tez trigueira.
Foi recrutado para o contingente de 1889 e assentou praça no Regimento de Infantaria n.º 14 a 27 de Novembro desse ano, comprometido a servir dez anos. O percurso militar não foi linear: em Outubro de 1890 passou pela companhia de correção n.º 2, ao abrigo do regulamento disciplinar, regressando ao regimento um ano depois — período que, por se contar a dobrar, acabou por lhe valer tempo de serviço acrescido. Foi promovido a 2.º Cabo em Outubro de 1891 e transitou para a primeira reserva em Novembro de 1892.
Em 25 de Agosto de 1894 ingressou na Guarda Fiscal, no 4.º Batalhão, como soldado, corpo que vigiava costas e fronteiras contra o contrabando. Sucessivas readmissões trienais (1897, 1900, 1903, 1906, 1912, 1915) mostram uma carreira longa e contínua, mais tarde integrada na Circunscrição do Sul da Guarda Fiscal, a partir de 1902. O bom comportamento foi reconhecido com a Medalha Militar de prata por comportamento exemplar, em 1907.
Os últimos anos foram marcados por sucessivas passagens pelo hospital, sobretudo a partir de 1905. Acumulou mais de dezoito anos de serviço efetivo. Faleceu no hospital civil de Moura a 10 de Dezembro de 1915, ainda ao serviço, com 46 anos.