João Baptista Coelho

Nome do Pai: 

Silvestre das Dores Coelho

Nome da Mãe: 

Henriqueta das Dores

Data de Nascimento: 
1877-09-04
Local do Registo: 
Alvito
Distrito / Pais (se for estrangeiro): 
Beja
Concelho: 
Alvito
Freguesia: 
Alvito
Data de Falecimento: 
1925-11-13
Local de Falecimento: 
Lisboa
Informação Pessoal: 

Biografia

Empresa: 
Guarda Fiscal
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Profissão / Categoria: 
Guarda Fiscal
Serviço: 
Guarda Fiscal
Notas adicionais: 

JOÃO BAPTISTA COELHO (1877–1925)

Soldado do RI 17 → guarda fiscal; posto de Corte do Pinto, c. 1901–1905

Fontes: «Folha do registo de João Baptista Coelho» (folha de matrícula do Exército, com averbamentos até 1925); certidão de baptismo de Filipe (Corte do Pinto, 25.IV.1905); certidão de baptismo de João (Ferreira do Alentejo, 8.X.1906); assento de óbito n.º 238, liv. 59, fl. 120, 4.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa.

Data Facto
4 Set. 1877 Nasce na freguesia de Alvito, distrito de Beja. A folha militar indica «concelho de Cuba»; a certidão de 1906 diz «freguesia e vila d'Alvito, concelho do mesmo nome» — divergência a verificar. Filho de Silvestre das Dores Coelho e de Henriqueta das Dores, residentes em Ferreira e Vilas Boas. Ocupação declarada: jornaleiro.
29 Set. 1897 Assentamento de praça como recruta do contingente de 1897, distrito de recrutamento de Beja, concelho de Ferreira do Alentejo, freguesia de Ferreira e Vilas Boas, com o n.º vinte. Obriga-se a servir por doze anos.
30 Nov. 1897 Incorporado no 1.º Batalhão do Regimento de Infantaria n.º 17, contando o tempo de serviço activo desde esta data. Matrícula n.º 204, 4.ª companhia, n.º 64. Sinais: 1,653 m, olhos pardos, cabelos e barba castanhos, rosto comprido, cor trigueira, «foi vacinado».
1 Mar. 1898 Considerado pronto da instrução de recruta.
11 Mar. 1898 Conclui o curso das escolas regimentais de infantaria (habilitações anteriores: «ler, escrever e contar»).
Ago. 1898 Promovido a 1.º cabo.
7 Nov. 1899 Casa com Maria José Raposo, doméstica, natural de São João de Negrilhos, recebidos na igreja paroquial da vila de Ferreira.
30 Nov. 1899 Passa à 1.ª reserva e vai domiciliar-se na freguesia de Ferreira e Vilas Boas, distrito de recrutamento e reserva n.º 31.
8 Mai. 1900 Nasce o primeiro filho varão, José [?] (a lista de filhos da folha militar está muito apagada).
c. 1901 Já serve como guarda fiscal no posto de Corte do Pinto — inferido do assento de baptismo de 1902, que descreve os pais como «paroquianos e moradores nesta aldeia da Corte do Pinto». A data exacta da colocação não consta dos documentos disponíveis.
18 Fev. 1902 Nasce o filho Filipe, às seis horas da manhã, na aldeia da Corte do Pinto, concelho de Mértola. Falece a 30 de Março de [1902?].
5 Ago. 1902 Baptismo solene de Filipe na igreja paroquial de Corte do Pinto (liv. de 1902, fl. 29v, assento n.º 58). O pai é registado como «João Baptista Coelho, guarda fiscal, natural da freguesia da Vila d'Alvito». Padrinho: Filipe Martins, casado, guarda fiscal, morador na Corte do Pinto — indício de uma pequena comunidade de guardas fiscais fixada na aldeia. Madrinha: Maria da Conceição, casada, que não assinou «por não saber escrever». Pároco celebrante: João Honório Policarpo de Abreu.
29 Jan. 1905 Nasce o filho João, às nove horas da noite, na freguesia de Corte do Pinto, concelho de Mértola — terceiro filho na ordem da filiação. Falece em 1913.
25 Abr. 1905 O Pe. Eugénio Manuel Martins, pároco colado de Corte do Pinto, passa certidão do assento de baptismo de Filipe, a pedido do interessado (provavelmente para instrução do processo militar). Reconhecimento notarial em Mértola, 27 de Abril de 1905, e reconhecimento de sinal em Lisboa, Maio de 1905.
7 Jul. 1905 O filho João é baptizado, já não em Corte do Pinto mas em Ferreira do Alentejo (N. S. da Anunciação, fl. 33v), constando os pais como «sem domicílio certo» — marca da mobilidade do serviço fiscal e provável fim da colocação em Mértola.
5 Set. 1903 / 1906 / 1909 / 1912 Readmissões sucessivas por mais três anos.
8 Out. 1906 O Pe. José Maria Paes, pároco coadjutor de Ferreira do Alentejo, passa certidão do baptismo de João.
5 Set. 1910 Averbamento: «Passou, em soldado, ao Batalhão n.º 4 da Guarda Fiscal». Note-se a aparente contradição com os assentos paroquiais de 1902–1905, que já o designam guarda fiscal — o averbamento militar regista provavelmente apenas a transferência da situação de reserva do Exército para o quadro da Guarda Fiscal, e não o início efectivo do serviço. Ponto a esclarecer.
18 Jun. 1911 Nasce o filho Júlio.
1 Dez. 1915 Passa à 1.ª [?] circunscrição/companhia da Guarda Fiscal, por virtude do Decreto n.º 2922, de 27 de Novembro de 1915. Matrícula 2929, 2.ª companhia, n.º 289.
5 Set. 1915 / 1918 / 1921 / 1924 Novas readmissões trienais.
1 Mai. 1918 Passa ao Batalhão n.º 1 da Guarda Fiscal, em virtude do Decreto n.º 4177, de 27 de Abril de 1918.
5 Jan. 1920 Averbamento de leitura incerta, relativo a desempenho/situação: «À desempenhar […] moderado em 5 de janeiro de 1920» [?].
— Menção de comportamento: «[Nunca] foi punido disciplinarmente. Teve exemplar comportamento militar.» Licenças registadas: 163 dias em 1898; hospital: 47 dias em 1898 e 20 dias em 1899.
13 Nov. 1925 Falece, no Pátio do Pinzaleiro [?], n.º 26, 1.º esquerdo, freguesia de Santos, Lisboa. Registado como «guarda fiscal», filho de Silvestre das Dores Coelho e de Henriqueta das Dores, casado com Maria José Raposo; «deixou descendentes menores». Assento lavrado a 20 de Novembro de 1925 pelo conservador Eduardo Saldanha da Silva Vieira.